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TATTO YAKUZA

A Yakuza também conhecida como gokudō, são membros de grupos do crime organizado tradicional japonês. A Yakuza foi conhecida como uma gangue, um clã, uma máfia de japoneses, assim como existiram outras máfias como a máfia italiana.

Na Era Tokugawa, época de intensa repressão, ser criminoso se tornou sinônimo de resistência, popularizando a tatuagem. Foi nessa época que surgiu a Yakuza, a máfia japonesa, cujos membros têm os corpos todos pintados em sinal de lealdade e sacrifício à organização e simbolizando a sua oposição ao regime. Os chineses acreditavam que as tatuagens desviavam o mal de quem as possuía e marcavam a pele com labirintos sinuosos para confundir os olhos do inimigo.

A Yakuza ficou marcada por suas grandes tatuagens orientais. Essas tatuagens geralmente levavam anos para serem terminadas. Eram feitas no método do Tebori, ou Irezumi que significa “inserção de tinta.” As tatuagens geralmente eram baseadas nas figuras do teatro kabuki, um dos designs mais utilizados era o do Benten Kozo, Kozo era um criminoso que se disfarçava como mulher e quando foi capturado ao tirarem sua roupa perceberam que se tratava de um homem muito tatuado. O termo “Yakuza” provém de um cartão de jogo japonês, Oicho – Kabu.

Entre as obrigações dos membros estão:
Não esconder dinheiro da gangue;
Não se envolver pessoalmente com narcóticos;
Não procurar a lei ou a polícia;
Não violar a mulher ou os filhos de outro membro;
Não desobedecer às ordens de um superior.

 

É uma sociedade exclusivamente masculina. Eles não confiam nas mulheres porque as consideram fracas e incapazes de lutar como os homens. Eles acreditam que as mulheres foram feitas para serem mães e para cuidarem de seus maridos, não devendo se meter nos negócios dos homens. Outro motivo pelo qual as mulheres não são aceitas na yakuza é que não se deve falar sobre o grupo a ninguém de fora, e eles não acreditam que elas seriam fortes o suficiente para se manterem caladas caso fossem interrogadas pela polícia ou por algum inimigo.

A única mulher com maior prestígio é a esposa do chefe. Ela não é considerada um membro, mas é respeitada simplesmente por ser a esposa, não interferindo em qualquer ocasião. Quando o chefe morre e não há ninguém para substituí-lo imediatamente, é sua esposa quem assume temporariamente o comando do grupo, até outro membro assumir a posição.

Há dois tipos de yakuza: aqueles que pertencem a um clã/grupo e os autônomos. Os autônomos não pertencem a clã algum, por isso têm dificuldades para agir, pois os grupos não permitem que eles atuem em seus territórios. Os clãs costumam usá-los como bode expiatório ou pagá-los para realizar um serviço no qual não queiram envolver o grupo todo. Se o autônomo for realmente ambicioso e capacitado, pode até começar um grupo do zero, mas geralmente, quando não é morto, torna-se membro de algum já existente.

Suas tatuagens podiam descrever seus clãs ou os crimes que cometeram com anéis de fundo negro. As tatuagens eram um sinal de força para seus membros

A Yakuza não se importava com as origens, entravam nela jovens abandonados, jovens sem escolaridade, refugiados da Coréia, China etc. Mas quando entravam para a Yakuza tinham que ter obediência.

Aqueles que não podiam pagar suas dividas ou desobedeciam às regras eram obrigados a cumprir rituais entre esses rituais eram cortados seus dedos e até cometiam suicídios.

Fonte: Portal Tatuagem

Sobre Bruna Bagetti

Autora/Editora no Curtoisso.com Publicitária, nerd, pisciana, louca e "chata".

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