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Esta vaga não é sua, nem por um minuto!

(Segue o release da campanha, com alguns comentários, que estão destacados)

O uso indevido de vagas destinadas a pessoas com deficiência em estacionamentos de estabelecimentos – que resultou no lançamento da campanha “Essa vaga não é sua nem por um minuto” em meados de março deste ano – é o foco do vídeo que a agência TheGetz colocou no ar neste fim de semana nas redes sociais, onde o movimento tomou corpo desde o seu lançamento.

Como a principal desculpa para a ocupação de vagas exclusivas para deficientes e idosos é sempre a do pouco tempo de permanência no estabelecimento, o “apenas um minuto”, a TheGetz colocou cadeiras de
rodas em vagas normais e registrou a reação das pessoas em um estacionamento de Curitiba. O resultado é o vídeo que pode ser visualizado nas páginas da campanha no Facebook, Twitter, Youtube e Vimeo. O filme também pode ser acessado pelo blog do movimento. (os leitores do curtoisso.com podem ver aqui embaixo)


O movimento

Concebido para circular nas redes sociais, o movimento “Essa vaga não é sua nem por um minuto” foi uma iniciativa de mobilização da TheGetz para chamar a atenção da sociedade para a necessidade de respeito às vagas de estacionamento para pessoas com deficiência depois de um episódio de desrespeito a uma deficiente em um estacionamento de supermercado em Curitiba. Em pouco mais de um mês, o movimento ganhou mais de mil adeptos no Facebook e se propaga por outras mídias online. O selo do movimento também ganhou pontos fixos na capital paranaense.

O incidente que deu origem à campanha que tem Mirella Prosdócimo como protagonista também se deu em meados de março. Mirella, que ficou tetraplégica depois de um acidente quando tinha 17 anos, estava no estacionamento com duas ajudantes, colocando as compras no carro, quando uma mulher estacionou seu carro. Mirella observou a situação e quis alertar a motorista para o equívoco cometido, mas foi ignorada pela motorista que entrou no supermercado. Ao voltar, Mirella ainda estava com suas auxiliares, colocando as compras no carro. Ela chegou a fazer uma nova observação para a motorista que, dessa vez, se ofendeu. Agrediu verbalmente Mirella e, por pouco, não a atacou fisicamente. Foi preciso que as assistentes da cadeirante, que a ajudavam a colocar as compras no carro, apartassem a motorista.

Mirella acionou a administração do supermercado, mas o estabelecimento não se posicionou a respeito, nem quanto à cliente que estacionou indevidamente, nem sobre o incidente de quase violência no seu estacionamento – justificaram que não poderiam perder nenhuma das duas clientes (existe uma grande diferença entre perder uma cliente e se fazer cumprir a lei, acredito que os que não fazem cumprir a lei não deveriam receber o mesmo “respeito” por parte da gerência). A empresária também acionou a Diretoria de Trânsito de Curitiba (Diretran), mas representantes do órgão só apareceram, no local, uma hora depois de todo o incidente, não podendo tomar nenhuma providência naquele momento.

De acordo com Mirella, a legislação obriga que estabelecimentos públicos e privados deem condições de acessibilidade para deficientes físicos. Ao que tange aos estacionamentos, a legislação especifica o espaço correto e a localização das vagas. “Elas são maiores que as vagas comuns e estão mais perto das portas de entrada e saída para facilitar o acesso pelo deficiente”, revela a empresária que é proprietária de uma empresa de consultoria em acessibilidade em Curitiba. “No entanto, se nos espaços públicos a fiscalização pelos guarda de trânsito ajuda a evitar que motoristas estacionem em vagas reservadas para deficientes e idosos, nos espaços fechados, a fiscalização não é tão rigorosa e conta-se mais com o respeito do que com o rigor da multa. Nesse sentido, pouca gente tem o entendimento das necessidades do deficiente e do idoso e é por isso que casos de desrespeito são tão comuns”, diz.

Segundo o diretor institucional da TheGetz, o propósito da campanha, além de mobilizar pessoas para esta causa, é provocar ações efetivas por parte dos governantes. “Com o movimento, o que se pretende é ampliar a visibilidade para a necessidade do respeito à figura do deficiente, que em nada se diferencia, em direitos e deveres, das pessoas tidas como normais. Para isso, o apoio das esferas políticas é fundamental para que causas como essas possam ser vistas e ampliadas”, completa.

(Curtimos esse tipo de ação e damos nosso total apoio. Acreditamos que todas as pessoas mereçam respeito por todo o tempo sem exceções temporais, algumas vezes até acredito que os que utilizam vagas para deficientes – sem o ser –  só podem ser deficientes mentais, pois físicos não o são!)

Sobre Raphael Leite

Recifense, fotógrafo, ariano. Chato por definição e geek. Whovian por paixão! Allons-y!

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